Tierga

Queríamos fazer a Garnacha, que procurávamos nas adegas e nas prateleiras das enotecas e que não encontrávamos. Buscávamos a Garnacha que ainda não havíamos provado: sedosa, elegante e pujante, que deixasse os nossos lábios azuis... a Garnacha pura e sincera. Fomos procurá-la na sua origem, no seu berço: nos arredores de Tierga, nos confins de Aragão.

 

 

E ela nos esperava lá, perdida, aos pés do monte Moncayo – o pico mais alto do norte da Espanha – com suas raízes abrindo caminho, há 60 anos, no chão pedregoso, com os seus grãozinhos miúdos que concentram uma essência em perigo de extinção. Depois de engarrafada, passamos a chamá-la de TIERGA.


A vinha é cultivada como há muitas gerações, como ensinado de pai para filho, de forma natural, em uma zona isolada, arejada e seca, a 700 metros do nível do mar. A produção é mínima, com menos de 1Kg por planta.

 

 

Panorâmica do Tierga aos pés do Moncayo

 


Micror-cacho do Tierga

 

 

 

Lembranças do Tierga


Ficamos impressionados,

quando chegamos aos arredores de Tierga

e vimos estas vinhas irrepetíveis,

este modo de cultivar a terra e

a vida em vias de desaparição.


 

 

 

Gostaríamos que continuassem as safras do Tierga.

Gostaríamos de conservar a essência de uma Garnacha

cujo material genético não sabemos a quando remonta.


 

 

 

Em Tierga, as vinhas vêm sendo arrancadas.

Não é fácil manter uma vinha de tão pouca produção e

de trabalhos tão manuais.

Não dá para competir com a exploração mecanizada

e de alta produtividade.

 

 

 



 

Pura Garnacha: um legado

que as mãos desta gente mantiveram aqui,

à margem do processo de industrialização do vinho,

justamente por estar perdida nestas terras.